Abdominoplastia

Closeup photo of a Caucasian woman's breasts marked with lines for breast augmentation and abdominal cosmetic surgeries

 

Após ganhos e perdas de peso, depois da gravidez ou por causa do envelhecimento, algumas pessoas ficam com excesso de gordura e de pele no abdômen. Conhecida também como dermolipectomia, a abdominoplastia remove os excessos de pele, as estrias e a gordura do abdômen além de tratar da flacidez da musculatura abdominal.

A abdominoplastia reconstitui o contorno corporal e reposiciona a musculatura abdominal, que se distanciou principalmente após uma gravidez, recuperando-se assim a tonicidade e a estética da região. A abdominoplastia também é indicada para ex-obesos, como complemento da cirurgia bariátrica.

A cirurgia de abdômen deve ser feita preferencialmente quando se está com o peso ideal porque o excesso de peso pode comprometer o resultado final. Além disso, o paciente obeso, por exemplo, tem mais risco de ter complicações pós-operatórias. No entanto, um paciente com um pequeno sobrepeso e flacidez de pele na região abdominal pode se beneficiar com a dermolipectomia.

É recomendado também realizar a abdominoplastia após ter tido todos os filhos, pois que a gravidez pode provocar novamente a flacidez da pele e a frouxidão muscular.

Embora os resultados de um procedimento de abdominoplastia sejam tecnicamente permanentes, o resultado positivo pode diminuir muito devido a oscilações significativas no peso.

A cirurgia de abdominoplastia não é um substituto à perda de peso ou a programa adequado de exercício físico. Ademais, a abdominoplastia não corrige estrias, embora possam ser removidas ou melhoradas ligeiramente se estiverem localizadas em áreas de pele adicional que será removida, em geral, nas áreas tratadas abaixo do umbigo.

A abdominoplastia pode ser dividida em:

1- Abdominoplastia típica: pacientes com flacidez de pele, gordura localizada e flacidez muscular;

2- Mini abdominoplastia: flacidez muscular acentuada sem flacidez de pele;

3- Abdômen reverso ou superior: quando a flacidez de pele está localizada principalmente acima da cicatriz umbilical;

4- Abdominoplastia em âncora: quando existe flacidez de pele no sentido horizontal e vertical, geralmente indicado para pacientes pós cirurgias bariátricas com grandes perdas ponderais.

 

PROCEDIMENTO CIRÚRGICO:

 

Etapa 1- Anestesia

 

Medicamentos são administrados para o seu conforto durante o procedimento cirúrgico. As opções incluem sedação intravenosa e anestesia geral. Vamos avaliar a melhor opção para você.

 

Etapa 2 – Incisão

 

O procedimento completo da cirurgia de abdominoplastia requer uma incisão horizontal orientada na área entre a linha do púbis e umbigo. A forma e o comprimento da incisão serão determinados pelo grau de correção necessário. Através desta incisão, os músculos abdominais enfraquecidos são reparados e suturados, enquanto o excesso de gordura, de tecidos e de pele são removidos. Uma segunda incisão, em torno do umbigo, pode ser necessária para remover o excesso de pele na parte superior do abdômen.

 

Etapa 3 – Fechando as incisões

 

Suturas, adesivos de pele, fitas ou clipes são usados para fechar as incisões na pele.

 

Etapa 4 – Resultados

 

O procedimento de abdominoplastia irá resultar em um contorno abdominal mais suave e tonificado, ficando mais proporcional com o seu tipo de corpo e peso.

 

RECUPERAÇÃO

 

Inchaço e falta de sensibilidade no local fazem parte da recuperação. Para reduzir esse processo e manter os novos contornos, o paciente deverá usar uma cinta abdominal durante os dois primeiros meses após o procedimento.

Eu não utilizo pontos e sim cola cirúrgica na abdominoplastia. A grande vantagem é que o paciente não precisa fazer curativos e nem retirar pontos, e sim apenas tomar banho com água e sabão. A cola cirúrgica fica abaixo de uma fita que solta sozinha em 21 dias de acordo com a cicatrização do paciente.

As atividades diárias cotidianas e os exercícios físicos leves podem ser retomados em média de 30 dias. A musculação e as atividades físicas pesadas estão liberadas após 2 a 3 meses.

A partir da terceira semana de recuperação, é recomendável que sejam feitas sessões de drenagem linfática, que auxiliam a reduzir os edemas e o inchaço pós-cirúrgico. O ideal é que sejam feitas entre 10 e 20 sessões.